Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos
A cidade de São Paulo abriga em seu perímetro urbano uma imensa área rural, com Mata Atlântica nativa e outros atrativos tão diversos quanto inesperados para a metrópole que tem como cartão postal a avenida Paulista, principal centro de negócios do país e um dos maiores da América Latina.
Os acessos são por estradas de terra, passando por pequenos núcleos urbanos, sítios, chácaras que mesclam áreas cultivadas com áreas de floresta, cruzando-se pontes sobre rios e trilhos de trens, em paisagens inesquecíveis. Os roteiros aliam contato com a natureza, história e cultura paulista.
Os roteiros podem ser de 4 a 8 horas e montados de acordo com o interesse e a disposição do grupo: trajetos maiores de jipe; pequenas caminhadas; trilhas em áreas de mata nativa ou de mata reflorestada; palestras com especialistas ou com mateiros do lugar; visitas a aldeias indígenas, a áreas de cultivo, a criadouro de canários, borboletas e até a uma metalúrgica instalada em um sítio rodeado pela Mata Atlântica.
Histórico
Os únicos habitantes da região onde hoje se encontra a Área de Proteção Ambiental Municipal do Capivari-Monos até o primeiro terço do século passado eram os índios Guarani. Os indígenas encontravam-se principalmente no litoral, mas percorriam as matas e campos do planalto para caçar e coletar alimento da floresta. Algumas das trilhas são utilizadas hoje pelos índios com o mesmo propósito de antes e, também, para realização de caminhadas pela mata com os grupos de visitantes.
No ano de 1827 vieram os primeiros colonos alemães que foram assentados na região. A partir dos núcleos Colônia e Cipó (este no município de Embu-Guaçu), os alemães foram se estabelecendo como sitiantes e pequenos agricultores nas terras mais ao sul do município de São Paulo, próximo ao bairro de Engenheiro Marsilac e do Gramado. É comum encontrar pessoas com sobrenomes alemães na região e também algumas manifestações típicas da cultura alemã.
Fotos copyright: divulgação
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